O Viola no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista desrespeitosamente, depois de ter feito o gol, imitou um porco. Aquilo serviu de gozação para os gambás. Os dias daquela semana foram terríveis, estavamos em desvantagem e sempre vinha na memória o Viola abaixado perto do goleiro Sérgio e um monte de jornalista querendo capitar o som que saia de sua suína imitação.
Eu tinha apenas 11 anos, nunca tinha visto o meu time ser campeão. A expectativa de todo palmeirense era que depois de tanto dinheiro injetado pela Parmalat o título viesse naturalmente mas nossa esperança de sair da fila estava quase acabada.
Eis que dia 12 de junho chega.
Dia dos namorados.
Palmeiras 4 x 0 Corinthians
Local: Morumbi
Juiz: José Aparecido de Oliveira
Data: 12/06/93
Renda: Cr$ 18.154.000.000,00
Público: 104.401 pagantes
Cartâo Amarelo: Edmundo (Palmeiras)
Cartões Vermelhos: Henrique, Ronaldo e Ezequiel (Corinthians) Tonhão (Palmeiras)
Gols: Zinho 36/1T, Evair 29/2T, Edílson 38/2T e Evair 10/1T da prorrogação.
Eu não estava no estádio, eu estava em casa com seu avô. Lembro-me que o vizinho que morava no apartamento de baixo tinha dois filhos palmeirenses, uma cachorra preta e um som muito potente. Assisti apenas o quarto gol na casa deles. Foi uma loucura. Nós ainda eramos crianças e de lá do térreo podiamos ouvir a narração do Josó Silvério vindo do quinto andar do prédio.
No meio de toda aquela bagunça comecei a perceber como amava aquele time, que um dia meu tio me ensinou a amar.
Quando você crescer vou te levar ao estádio, comprar camisas do Palmeiras e te contar os milagres que vimos atráves das mão de São Marcos (não foram poucos).
Nossa, eu tenho tantas coisas pra te falar.
Com carinho,
de um pai sem talento.
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